quarta-feira, 29 de julho de 2009

Querer fazer tudo, como se não houvesse amanhã...

Talvez, a situação que vivenciamos, me tenha trazido um conhecimento mais profundo de mim própria, me tenha oferecido uma nova visão da realidade em que vivemos...
Talvez tudo isto, nos tenha dado um novo rumo, novos sentimentos, uma interiorização de cada momento de uma forma mais significativa...
Talvez, hoje, eu consiga sair da concha, como se já não fosse possível viver dentro dela.
Mas ao mesmo tempo, sinto uma enorme necessidade de fazer tudo o que me seja possível concretizar, porque, simplesmente, tenho dentro de mim, o medo de não haver um amanhã para mim...
Quero continuar a lutar, a viver, a amar, a ensinar, a escutar, a deixar as ideias e inspirações flutuarem. Quero continuar a sonhar, mas tenho medo. Medo de sonhar, medo de não conseguir realizar tudo o que gostaria, medo de não conseguir viver tudo o que preciso de viver com a L e o P e quem sabe, outros filhos. Mas, assusto-me, tenho medo, recuo, porque sinto a sensação de que pode não haver um amanhã...

sábado, 25 de julho de 2009

Bons momentos a três

Os últimos tempos tenho estado demasiado ocupada entre o trabalho, a escrita, a vida de casa, fisioterapia, consultas de psicoterapia e psiquiatria e chego tão arrasada ao fim do dia, que já nem forças tenho para vir aqui...

Tenho procurado fazer fins-de-semana em família, sempre diferentes, de forma a ver a Leonor feliz, satisfeita e nós pais, também nos sentirmos um bocadinho mais vivos.

Temos conseguido ter momentos muito bons, juntos. conseguimos sorrir, brincar com a Leonor, enfim, lutamos todos os dias, um bocadinho para continuar o caminho.

Claro que, chego ao fim do dia e vem a nostalgia, a tristeza, de que me faltou partilhar estes momentos com a R. Só Deus sabe, como desejava que ela estivesse junto de nós, feliz, saudável e a viver junto de nós...

Depois falo com ela, choro com ela e fico ali a pedir-lhe forças. Ela ouve-me e procura sempre uma maneira de me ajudar a continuar.

Vou continuando a viver, mas um dia de cada vez.