Hoje, vou partilhar convosco, um sentimento meu.
Para quem me conhece bem, sabe que não é costume. Mas, a vida vai-nos transformando e este é um dos meus primeiros passos para me libertar da prisão em que própria me coloco, no que diz respeito a sentimentos e emoções.
Durante toda a minha vida, fui experienciando momentos verdadeiramente difíceis. Nalguns momentos, achei mesmo, que nunca os iria ultrapassar.
Em cada uma das minhas vivências, fui encontrando forças, fui reunindo defesas, para ir saltando cada obstáculo que persistia em empatar o meu caminho pela estrada da Vida.
Nem sempre, dei o melhor salto, mas, ainda que em algumas vezes, tropeçasse e chegasse mesmo, a cair, levantei-me sempre.
Quando achei que, talvez já tivesse passado o suficiente para uma vida só, e que agora tinha chegado a hora de ser recompensada pelo sofrimento vivido ao longo dos anos, recebo a notícia de que a minha filha mais nova tem um problema grave no cérebro.
O mundo caiu-me aos pés e perdi a noção do tempo, do espaço e da realidade. Tudo me parecia irreal. Não poderia estar a acontecer. Não comigo.
Hoje, sei que não aconteceu só comigo e com o meu marido. Acontece a centenas de pais, e que tal como nós, vivem momentos aterrorizadores, que parecem demasiado longos.
Perdi a minha filha e perdi uma parte de mim. Houve alturas, em que perdi a vontade de continuar a lutar, senti-me sem forças, sentia-me cansada, senti que afinal, eu não era forte, eu não era a mãe que pensava ser, não era a mulher que o meu marido merecia, não era a profissional que julgava ser…
Agarrei-me à ilusão de que poderia manter a minha filha, junto de mim, ainda que não como desejava, mas de uma outra forma.
Caí. Caí num labirinto, e não encontrava a saída. O desespero, a angústia apoderou-se de mim.
Tinha a minha filha mais velha para criar, ela precisava de mim e eu não sabia como o fazer…
Houve um momento que me obrigou a parar. Fui ao fundo da minha alma, do meu interior.
Naqueles momentos, que fui vivenciando, neste percurso dentro de mim própria, percebi que, apesar de ter perdido a minha filha, ela estará sempre dentro de mim, estará sempre a olhar por nós, e onde quer que ela esteja, sei que estará num lugar muito melhor, sem sofrimento, sem dor. Quando percebi isto, atingi a tranquilidade que tanto necessitava. Voltei a lutar, encontrei a saída daquele labirinto e compreendi que, podemos não ter tudo o que desejamos, mas temos sempre alguma coisa. Aprendi a dar mais valor ao que tenho, aprendi a ir gerindo a minha nova realidade, estou a aprender mais sobre mim e Hoje vivo um dia de cada vez.
Tenho uma filha maravilhosa, um marido fantástico, uma família que me apoia sempre, amigos do coração e tenho uma Estrelinha no Céu, que nos protege e que me ajuda a não desistir e continuar a lutar.
Nas nossas Vidas, temos sempre um Anjo, que nos acompanha em todos os caminhos que percorremos. Esse Anjo está sempre ALI!
Para quem me conhece bem, sabe que não é costume. Mas, a vida vai-nos transformando e este é um dos meus primeiros passos para me libertar da prisão em que própria me coloco, no que diz respeito a sentimentos e emoções.
Durante toda a minha vida, fui experienciando momentos verdadeiramente difíceis. Nalguns momentos, achei mesmo, que nunca os iria ultrapassar.
Em cada uma das minhas vivências, fui encontrando forças, fui reunindo defesas, para ir saltando cada obstáculo que persistia em empatar o meu caminho pela estrada da Vida.
Nem sempre, dei o melhor salto, mas, ainda que em algumas vezes, tropeçasse e chegasse mesmo, a cair, levantei-me sempre.
Quando achei que, talvez já tivesse passado o suficiente para uma vida só, e que agora tinha chegado a hora de ser recompensada pelo sofrimento vivido ao longo dos anos, recebo a notícia de que a minha filha mais nova tem um problema grave no cérebro.
O mundo caiu-me aos pés e perdi a noção do tempo, do espaço e da realidade. Tudo me parecia irreal. Não poderia estar a acontecer. Não comigo.
Hoje, sei que não aconteceu só comigo e com o meu marido. Acontece a centenas de pais, e que tal como nós, vivem momentos aterrorizadores, que parecem demasiado longos.
Perdi a minha filha e perdi uma parte de mim. Houve alturas, em que perdi a vontade de continuar a lutar, senti-me sem forças, sentia-me cansada, senti que afinal, eu não era forte, eu não era a mãe que pensava ser, não era a mulher que o meu marido merecia, não era a profissional que julgava ser…
Agarrei-me à ilusão de que poderia manter a minha filha, junto de mim, ainda que não como desejava, mas de uma outra forma.
Caí. Caí num labirinto, e não encontrava a saída. O desespero, a angústia apoderou-se de mim.
Tinha a minha filha mais velha para criar, ela precisava de mim e eu não sabia como o fazer…
Houve um momento que me obrigou a parar. Fui ao fundo da minha alma, do meu interior.
Naqueles momentos, que fui vivenciando, neste percurso dentro de mim própria, percebi que, apesar de ter perdido a minha filha, ela estará sempre dentro de mim, estará sempre a olhar por nós, e onde quer que ela esteja, sei que estará num lugar muito melhor, sem sofrimento, sem dor. Quando percebi isto, atingi a tranquilidade que tanto necessitava. Voltei a lutar, encontrei a saída daquele labirinto e compreendi que, podemos não ter tudo o que desejamos, mas temos sempre alguma coisa. Aprendi a dar mais valor ao que tenho, aprendi a ir gerindo a minha nova realidade, estou a aprender mais sobre mim e Hoje vivo um dia de cada vez.
Tenho uma filha maravilhosa, um marido fantástico, uma família que me apoia sempre, amigos do coração e tenho uma Estrelinha no Céu, que nos protege e que me ajuda a não desistir e continuar a lutar.
Nas nossas Vidas, temos sempre um Anjo, que nos acompanha em todos os caminhos que percorremos. Esse Anjo está sempre ALI!
