Quando criei este blog, vim à procura de consolo, de encontrar pessoas que tivessem passado por situações difíceis nas suas vidas, relacionadas com os seus filhos.
Tenho procurado, mostrar, de alguma maneira, a forma como tenho vivenciado o meu luto, porque, como já escrevi num post, cada luto é diferente, com uma duração diferente, porque ninguém vive as situações da mesma maneira e ninguém é igual ao outro, quando se trata de emoções, sentimentos.
Emoções, sentimentos, são demasiado complexos, tal como a nossa mente.
Para além das grandes Amigas que aqui encontrei, fui conseguindo ajudar outras pessoas que me procuraram para tirar uma ou outra dúvida, ajudando-me ao mesmo tempo a entender, cada vez melhor, que a vida, só parece fácil. Cada um de nós, procura aprender ou reaprender a viver, quando se depara com momentos demasiado penosos. Mas não acontece só aos outros, acontece aqui mesmo, na nossa casa, no nosso seio familiar.
Desejo, sinceramente, com o meu blog, continuar a ajudar pessoas que passaram, estão a passar por situações difíceis com os seus filhos – os nossos maiores tesouros.
Em breve, criarei um outro, relacionado com o tema das crianças abandonadas e das sequelas com que elas ficam para o resto da vida.
Ao longo destes 10 meses de luto, encontrei espaço para a criatividade e já escrevi 3 livros, dois deles, serão editados em breve. O mais importante e o primeiro, o que me deu inspiração para não parar foi “Flor de Água”, um livro infantil, inspirado na minha R, mas escrito de forma metafórica. Não irei ficar por aqui. Estou empenhada em contribuir para um pedacinho de um mundo melhor e por isso, estou a pensar criar um movimento cívico em nome das crianças com necessidades educativas especiais e pelas crianças abandonadas e institucionalizadas. Neste sentido, peço-vos ajuda, no sentido de obter mais informações de como o fazer e pedir que se juntem a mim nesta causa. Casos como o da Grilinha e da Mãe Sisa e muitos muitos outros, não podem cair no esquecimento. Não podemos continuar a ficar à espera que os governantes se “lembrem”, que existem causas mais importantes, que fazer políticas de ataque. Por isso, vamos nós até eles. Sempre ouvi dizer que a União faz a Força. Precisamos de uma Força Maior.
Ajudem-me.
Abraço forte para todos os que me seguem
sábado, 29 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Regresso
Nestas férias, fui à procura de estar mais junto dos meus “mais que tudo”, à procura de paz interior, renovação de energias, descansar um corpo que sofreu demais, quer fisicamente, quer psicologicamente e viver cada momento autenticamente.
Felizmente, consegui encontrar tudo isto. Na verdade, se pudesse parar o tempo, ficava ali a sentir mais tempo aqueles momentos que passamos a três e depois com amigos que fomos fazendo.
Quando partimos, eu só tinha dentro de mim, um sufoco enorme, queria “fugir” daqui, do dia-a-dia, de tudo o que temos vivenciado. Queria ir até ao “mundo das maravilhas”, para me refugiar. Na viagem de regresso (acho que acontecesse com toda a gente), vinha com uma nostalgia, de quem não quer voltar e precisa de ficar ali, não para sempre, mas quase para sempre…
Mas todos sabemos, que a vida é mesmo assim, feita de momentos e não mais do que isso. Uns bons, outros menos bons, mas é isto mesmo, momentos e vivências, que temos que viver conforme a situação que se nos depara e procurar sentir e aproveitar os bons momentos, de forma autêntica, com intensidade.
Idealizei muito estas férias a quatro. Quis a vida mostrar-nos que nem tudo é como desejávamos que fosse. Há coisas que não controlamos, que nos escapam quase sem darmos por isso, e é nesse momento, que percebemos, que a vida é demasiado curta, demasiado dura (por vezes) e neste sentido, reaprendemos a viver de uma forma diferente do que vivíamos antes. A cada dia, é isso que fazemos, reaprender a viver cada momento das nossas vidas…
Felizmente, consegui encontrar tudo isto. Na verdade, se pudesse parar o tempo, ficava ali a sentir mais tempo aqueles momentos que passamos a três e depois com amigos que fomos fazendo.
Quando partimos, eu só tinha dentro de mim, um sufoco enorme, queria “fugir” daqui, do dia-a-dia, de tudo o que temos vivenciado. Queria ir até ao “mundo das maravilhas”, para me refugiar. Na viagem de regresso (acho que acontecesse com toda a gente), vinha com uma nostalgia, de quem não quer voltar e precisa de ficar ali, não para sempre, mas quase para sempre…
Mas todos sabemos, que a vida é mesmo assim, feita de momentos e não mais do que isso. Uns bons, outros menos bons, mas é isto mesmo, momentos e vivências, que temos que viver conforme a situação que se nos depara e procurar sentir e aproveitar os bons momentos, de forma autêntica, com intensidade.
Idealizei muito estas férias a quatro. Quis a vida mostrar-nos que nem tudo é como desejávamos que fosse. Há coisas que não controlamos, que nos escapam quase sem darmos por isso, e é nesse momento, que percebemos, que a vida é demasiado curta, demasiado dura (por vezes) e neste sentido, reaprendemos a viver de uma forma diferente do que vivíamos antes. A cada dia, é isso que fazemos, reaprender a viver cada momento das nossas vidas…
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Férias...
Para além de não fazer férias há uns anos, o ano 2008 e este, têm sido complicados. Por tudo o que vivemos, por tudo o que passámos, pelo que vamos reaprendendo a fazer, pelo excesso de trabalho, por tudo...precisamos de ir...ir para longe. Esquecer o aqui e agora e pensar só naqueles pequenos momentos em que (se Deus quiser) estaremos juntos.
O P anda ansioso por partir e a L entusiasmadissíma. Eu, sinto uma necessidade muito grande de ir de férias, estar com eles, de sentir serenidade, calma no meu coração, mas ao mesmo tempo sinto um aperto tão grande dentro de mim...
Idealizei muito estas férias a quatro. Estaremos lá os quatro, mas não da forma como desejaríamos.
A verdade é esta...a vida escorre-nos das mãos, como simples grãozinhos de areia e o mar leva e traz-nos momentos. E é assim a Vida, feita, apenas de momentos e só isso. São esses momentos que temos de viver com intensidade, dar valor ao que temos agora e sentir verdadeiramente, o VIVER. Porque hoje temos tudo, achamos que controlamos tudo. Amanhã, podemos já não ter nada, perder o controle e ficarmos sós. Muitas vezes, irremediavelmente sós...
Boas férias para todos aqueles que têm estado aqui, os que passam por aqui, os que se foram tornando mais do que amigos virtuais.
O P anda ansioso por partir e a L entusiasmadissíma. Eu, sinto uma necessidade muito grande de ir de férias, estar com eles, de sentir serenidade, calma no meu coração, mas ao mesmo tempo sinto um aperto tão grande dentro de mim...
Idealizei muito estas férias a quatro. Estaremos lá os quatro, mas não da forma como desejaríamos.
A verdade é esta...a vida escorre-nos das mãos, como simples grãozinhos de areia e o mar leva e traz-nos momentos. E é assim a Vida, feita, apenas de momentos e só isso. São esses momentos que temos de viver com intensidade, dar valor ao que temos agora e sentir verdadeiramente, o VIVER. Porque hoje temos tudo, achamos que controlamos tudo. Amanhã, podemos já não ter nada, perder o controle e ficarmos sós. Muitas vezes, irremediavelmente sós...
Boas férias para todos aqueles que têm estado aqui, os que passam por aqui, os que se foram tornando mais do que amigos virtuais.
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